Chá com os Deuses

Junho 30 2010

O que caracteriza efectivamente este universo é a Consciência; é pela “cumplicidade” da nossa Consciência, através da nossa co-criação colectiva da realidade, que o Universo existe e nós também fazemos parte do Todo – pois dele SOMOS partículas, ao integrarmos o Holograma –, assim como parte dessa Inteligência Absoluta. Mas é bom lembrar que essa co-criação vai para lá da consciência do ego, pois essa co-criação está ligada ao Coração – não o elemento físico, claro, mas aqueloutro energético; e, se duvida, recorde que este sempre se manteve no conhecimento das culturas orientais, ja que um dos chacras a ele está associado e com ele tem profunda ligação – que é o elemento que nos une, numa perspectiva global, ao resto do Universo a que estamos ligados, o que desde sempre foi intuído pelos xamãs, magos, etc., sendo (também) integrado nas religiões "modernas".

 

E para que todo este puzzle seja coerente, a Ciência chegou à conclusão de que terão que existir onze dimensões, fazendo essas ‘cordas’ parte de outros objectos multidimensionais designados por ‘branas’; teoricamente, formam a estrutura dentro da qual as cordas oscilam e à qual estão ligadas energeticamente. Ou seja, estão a dizer-nos que as cordas, que "são" ou materializam os átomos constituintes das células que compõem o nosso corpo, estão provavelmente associados a outras partículas desses (ou até de outros) átomos de células de outros seres – e por que não outras expressões (complementares) de nós próprios como aqueles que são conhecidos como os nossos corpos subtis (emocional, etérico, astral ou causal)? – noutras dimensões; então, será especular dizer que nessas outras dimensões haverá também vida, através de uma expressão que (muitos de nós) não abarcamos, ou dizer que, por exemplo, será muito difícil à nossa civilização encontrar vestígios de outros seres, quer noutro planeta, quer na Terra, porque muito provavelmente “aí” estarão mas numa outra dimensão, mesmo "debaixo do nosso nariz"? Cremos que não. Parafraseando o filme documentário “Que Raio Sabemos Nós” (no original, “What The Bleep do We Know”), quão fundo entrámos na toca do coelho?
 

Entroncando na tomada de conhecimento relativamente à multidimensionalidade da nossa Realidade estão outras descobertas recentes, nomeadamente a dos chamados “Corpos Sombreados” – detectados pelo Prof. Thomas E. Bearden e sua equipa – e que foram considerados associados aos átomos de uma forma que implica a associação destes a outras dimensões.

 

Quem defende, de há muito, a existência dos nossos corpos subtis em outras dimensões (num conhecimento que desde sempre muitas culturas possuíam e de que temos miríades de legados) considera que estes corpos sombreados estão em toda a realidade, fazendo parte do corpo humano também; isto significa, defendem, uma chave para a conexão com os quatro corpos (“espirituais”) inferiores que os esotéricos e algumas religiões antigas explanam sobre o corpo humano, já que os (nossos) corpos subtis interagem com níveis mais densos até chegar ao físico, dando-lhe estabilidade, por exemplo, aos níveis dimensional e electro-magnético. E, isto aceite, defendem (i) que se verifica então que ao trabalharmos o nosso físico, estamos em princípio interagindo com mais quatro realidades matemáticas subtis, que dão sustentação ao nosso físico e que (ii) então podemos considerar que o nosso corpo físico é o resultado de uma interacção multidimensional atómica, portanto regida por leis de natureza ainda desconhecida, o que explicaria muitos mistérios sobre a ALMA, e o ESPIRITO do ser humano, como a energia vital e muitas questões pendentes sobre a energia que dá a vida aos seres vivos, humanos, animais ou plantas, entrando dentro de um terreno em que a ciência até agora nunca tivera explicação convincente.

 

Lembram ainda que os nossos corpos subtis foram identificados como corpos sombreados pelas pesquisas quânticas, o que faz deles uma realidade magnética, que possui interacção com a nossa realidade material, pois a energia proveniente desses outros quatro corpos subtis ou sombreados, acaba por sustentar a realidade material do nosso corpo físico, o que possui importante ligação com a acupunctura no caso do campo magnético e da electricidade que circula pelas agulhas, ou mesmo no toque do Do-In e de outras técnicas de toque como o Reiki, por exemplo.

 

Os antigos entendiam que a interacção da luz e do som cósmicos formavam os modelos supra físicos das formas manifestas. Recentes investigações revelam que os campos electromagnéticos coerentes são o princípio ordenador do nosso corpo físico. O padrão energético da estrutura física de um organismo é, geralmente, conhecido por ‘biocampo’, ou ‘campo biomórfico’. As pesquisas indicam que podem existir atributos em dimensões superiores dos campos electromagnéticos, que podem formar a base dos biocampos, o que nos reporta, outra vez, para a importância de outro(s) "corpo(s)" nosso(s) (o corpo emocional, por exemplo), existente(s) noutra(s) dimensão ou dimensões.

 

Recuemos aos instantes que se seguiram ao Big Bang do nosso universo. Esse disco (as teorias actuais defendem que afinal o Universo é plano) é o contentor do espaço-tempo, pois à medida que o nosso universo se expande, a sua estrutura é tecida pela luz (e à velocidade da mesma, transformando-se na unidade quadridimensional a que a Ciência chama ‘espaço-tempo’, o qual é uma relação indivisível – quando se viaja a uma velocidade próxima da da luz, o tempo (de quem viaja) abranda, mantendo constante esta relação – e está mergulhado no "banho" de todas as cordas existentes. Imagine, na sala em que está, um pequeno disco no seu centro, representando o Universo, e o ar da sala representando as cordas. Agora pense que está numa casa com onze divisões e que nas outras dez, outra parte dessa realidade – disco e ar – está a decorrer em simultâneo. Esta representação abarca o todo, o passado, o presente e o futuro, sendo que este último também existe na forma de potenciais (na amálgama de cordas) ainda não gravados no DVD Universal. Recuperando a imagem do holograma, no seu caso particular, é como se duas "fitas" de informação suas se unissem para materializar o (seu) presente.

 

À nossa consciência tridimensional não parece possível podermos interagir com o futuro de uma forma semelhante com a que usamos relativamente ao passado, quer pelas memórias, quer pela nossa forma de agir e pensar, fruto da aprendizagem e vivência adquiridas no passado. Mas sim, é possível, diz-nos a Ciência, confirmando o que desde sempre os "sensitivos" conseguiam fazer, quando "adivinhavam" o futuro. É este aspecto que é explorado hoje em dia em livros como, por exemplo, "O Segredo"; o que queremos ser e ter amanhã, devemos interiorizar hoje; o que queremos para nós no futuro temos que decidir, assumir, hoje, para podermos ser "selectivos" com os potenciais de situações que se nos deparam todos os dias. A nível físico, à escala celular, fazemo-lo a toda a hora levando a que o hipotálamo (glândula no interior do cérebro) estimule as células de forma selectiva, pois se estivermos sempre "numa de vítima", por exemplo, os neuro-peptídeos formados no hipotálamo vão influenciar as nossas células, criando mais vitimização, num círculo vicioso. O mesmo se aplica à tristeza, à raiva, à angústia, acabando por destruir a nossa vida... mas também se aplica à alegria, à paz interior, etc. Está nas nossas mãos. Mas atenção, como vimos atrás, com a imagem do holograma cujas "fitas" se unem no presente, SÓ SE VIVE NO "AGORA", e devemos ter sempre presente que a bagagem – essa “mochila” que carregamos, em alguns casos com tanto sofrimento – que colhemos no passado e todos os projectos e desejos que projectamos no futuro não podem amarrar-nos ao que foi ou ao que está para vir, sob pena de nunca nos permitirmos realmente VIVER.

 

O termo "Quântica" já ganhou o seu espaço no meio holístico, nomeadamente ao ser associado aos fundamentos de alguns tipos de terapia. De facto, se estamos todos interligados, se fazemos parte do Todo, assumindo essa Consciência, se sabemos que pode estar nas nossas mãos, através da nossa intenção, interferir com a realidade, alterando-a, faz todo o sentido tentar, como terapeuta, ajudar o próximo.

 

...e já reparou que nem foi preciso falarmos dEle, sabendo que o Pai/Mãe, ou Fonte, estava presente – pois todas as partículas, holográficas e sub-atómicas, que fazem parte de nós, são uma expressão dele –, sendo a razão desta conversa?

publicado por iorio às 22:35

Espaço de partilha de conhecimentos e experiências na amálgama que funde Espiritualidade e Ciência (as duas faces da mesma moeda), religião e Nova Era, hologramas e Matrix, o Segredo e 2012. E o segredo de 2012. E mais além!
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