Chá com os Deuses

Julho 01 2010

Ao concluir que “o tempo faz parte do universo e não pode ser separado do espaço através do qual viaja”, a Teoria da Relatividade trouxe-nos um novo conceito, o espaço-tempo, que ajudou a que víssemos a Vida e a Realidade de outra forma.

 

A Ciência, utilizando a luz de laser, tem explorado os intervalos de tempo mais minúsculos que é possível imaginar: o tempo quântico. E nestes “pequenissíssímos” instantes do tempo os cientistas descobriram o local onde não “há” tempo, um domínio onde o espaço entre uma coisa que acontece e a seguinte não tem qualquer significado nem faz sentido nenhum, sendo designado por Tempo de Plank e medido como qualquer coisa que ocorre no intervalo de 10-43 segundo ou menos – ou seja, 1 a dividir por um número com um 1... seguido de 43 zeros, que é o mesmo que 0,0000000000000000000000000000000000000000001 seg. Assim a questão fundamental é que, para coisas que ocorrem abaixo da escala de Plank, o tempo desaparece, ou se ajudar, as coisas que ocorrem a escalas tão reduzidas parece não terem qualquer significado no nosso mundo físico. Estão, será que o tempo existe realmente, ou é a nossa experiência que lhe dá sentido? Curiosamente, a resposta a ambas as partes da questão parece ser a mesma. E é afirmativa. Tudo depende do nível de realidade de que estamos a falar e do local que ocupamos nessa realidade.

 

No nosso conceito tradicional de tempo, este é uma sequência fluida que marca três estados estanques entre si – passado, presente e futuro. Mas ao ser visto como um elemento indissociável do espaço, aquele adquire “palpabilidade” e ganham consistência algumas características específicas. Por exemplo, o tempo, tal como o Universo – a matéria, para simplificar –, é constituído, no seu desenvolvimento, por um conjunto de pequenos ciclos, situados no interior de ciclos maiores, que por sua vez se situam dentro de ciclos ainda maiores, e assim sucessivamente. Ou seja, são fractais, elementos fundamentais da construção do Universo, os quais se definem como um “padrão que se repete a si mesmo de formas semelhantes a escalas diferentes”, sendo que uma das suas características mais marcantes é que cada fragmento, por mais pequeno que seja, se parece com o padrão maior de que faz parte; e embora a Natureza seja demasiado complexa e fragmentada para que uma única forma ou fórmula matemática a possa representar com rigor, estes padrões são detectados a todas as escalas, do micro, ao macrocosmo.

publicado por iorio às 18:12

Espaço de partilha de conhecimentos e experiências na amálgama que funde Espiritualidade e Ciência (as duas faces da mesma moeda), religião e Nova Era, hologramas e Matrix, o Segredo e 2012. E o segredo de 2012. E mais além!
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