Chá com os Deuses

Julho 04 2010

A tentativa de entender a repetição cíclica de acontecimentos, desde os de carácter global, como nascimento e ocaso de civilizações e de épocas, ou simplesmente da vida pessoal, tem sido equacionada há muito e por muitos.

 

Qualquer abordagem na perspectiva do desenvolvimento de um método para calcular a repetição de situações criadas no passado, partindo da descoberta de que um campo mórfico irá repetir-se posteriormente, terá que ser “agarrado” a uma ou mais localizações no tempo, já que se tratam de ciclos. Um ciclo da Terra que, pela sua “dimensão e escala” tem importância certamente, já que se refere à progressão da Terra (integrada no Sistema Solar) através do Espaço, é a órbita à volta da estrela Alcione, estrela central da constelação das Plêiades, demorando para isso quase 26 mil anos a concluir um ciclo completo. A descoberta pela Astronomia desta nossa viagem pelo espaço acaba por ser uma redescoberta, já que diversas civilizações no passado, da Índia às Américas, passando pelo Egipto, tinham conhecimento desse nosso caminho pelo espaço, tendo disso deixado diversos registos (explícitos e implícitos), dos quais o mais divulgado é sem dúvida o Calendário Maia – que afinal consiste num conjunto de calendários, abarcando várias épocas a diferentes escalas, desde a anual (ciclo das luas) a milenares. Como os Maias já tinham calculado, a Terra com o Sistema Solar estão a aproximar-se da passagem por um ponto muito significativo desse caminho pelo espaço, que é o cruzamento do plano equatorial de Alcione – para facilitar, imagine a esfera armilar da nossa bandeira, “colocando” Alcione no centro da esfera, e “colocando” a trajectória do Sistema Solar no círculo oblíquo que cruza o Equador. Os Maias especificaram até uma data muito concreta para a sua concretização: o solstício de Inverno, em 21 de Dezembro de 2012. Além dos Maias essas outras civilizações (Astecas, Hopi, indianas) referenciaram de diversas formas este ciclo de 25 625 anos, havendo ainda em grande parte dessa informação a concordância quanto à existência de cinco sub-ciclos de 5125 anos – outros sub-ciclos podem ser definidos, por exemplo, as doze eras correspondentes aos doze signos do zodíaco, associados à ‘Precessão dos Equinócios’ e que leva a que estejamos a entrar na Era de Aquário.

 

Estudos recentes sugerem que são precisamente estes ciclos que poderão explicar os misteriosos padrões de biodiversidade – a ascensão e queda de vida na Terra, como, por exemplo, as extinções em massa que tiveram lugar há 250 e 450 milhões de anos. Ciência e muitas tradições da Antiguidade estão em consonância quando dizem que a nossa localização pontual nesta órbita cíclica afecta a forma como experienciamos as poderosas fontes de energia, tais como os “campos magnéticos maciços” que irradiam do centro da galáxia e que parecem afectar a vida na Terra. Em termos energéticos – porque TUDO É ENERGIA, pois Vibração é Energia – a Terra passa ciclicamente por ajustes vibratórios, afectando eventualmente a Consciência, havendo disso muitos relatos imputáveis nas mais variadas culturas, incluindo a judaico-cristã, em livros como a Bíblia, de que o Dilúvio é o episódio mais conhecido. Numa perspectiva do fim das futuras épocas, e não do passado, essa informação está disseminada, como se disse, pelos quatro cantos da Terra, incluindo através dos relatos de seres que no passado acederam aos atrás referidos “potenciais de futuro” quânticos, descrevendo em alguns casos visões apocalípticas, como é o caso do famoso livro de Nostradamus.

 

A aproximação de 2012 tem sido acompanhada de um crescendo de informação associada à apreensão ou mesmo catastrofista, mas o solstício de Inverno de 2012 não pode ser visto numa perspectiva de momento isolado, pois ‘2012’ é antes, em si, – integrando o conceito de ciclo a que está associado – um processo de renovação, de renascimento, de lançamento de novos projectos, pelo que não há que deduzir que o fim de ciclo seja obrigatoriamente sinónimo de destruição e de aniquilação. Acresce que, no caso específico de ‘2012’, há concordância a nível de todas as informações que chegaram até nós: não há descrição de um pós-2012, numa alusão muito concreta ao poder que a Humanidade possui neste preciso momento: o que quer que seja o nosso futuro, SEREMOS NÓS A ESCREVÊ-LO!

 

Gregg Braden desenvolveu um método para calcular a repetição de situações criadas no passado, tendo conjugado os conceitos de fractal e da razão dourada com ciclos de tempo e partido do pressuposto de que o que se repete são as condições para que se repita um acontecimento (o tal projecto ou programa de que se falou atrás, em “Programas, Fractais, Phi”) e não o próprio acontecimento em si, sendo que a assumpção de consciência, por parte das pessoas, pode levar a que a situação acabe por não se repetir. A fórmula deste designado “Calculador de Códigos do Tempo” entra em conta com este ciclo de 25 625 anos e com os de 5125 anos.

 

Após os acontecimentos de 11.Set.2001 (o ataque ao World Trade Center, em Nova Iorque), G. Braden questionou-se até que tal acontecimento poderia ter sido “previsto”, tendo procurado, no passado da História dos EUA, uma situação seminal – dentro do padrão ‘ataque surpresa’ aos EUA – que tenha “originado” a (ressonância que provocou) este acontecimento: esta data foi 7.Dez.1941, que correspondeu ao ataque japonês à frota norte-americana estacionada em Pearl Harbour. E o “Calculador” determinou: (i) Março de 1984, (ii) Março de 2001, (iii) Setembro de 2007 e (iv) Abril de 2010. (i) Em Setembro de 1983 o voo 007 da Korean Airlines foi abatido por equívoco (suspeição de espionagem) por caças soviéticos, o que levou a uma crise política entre as super-potências; documentos secretos, só agora tornados públicos esclarecem que os soviéticos, não acreditando que os americanos se “contivessem”, chegaram a decidir uma solução de ataque surpresa nuclear aos EUA, em antecipação ao ataque que considerava eminente dos americanos. (ii) O período de tempo até Setembro corresponde à fase de planeamento do ataque e as condições ter-se-ão concretizado no ataque de 11.Set.2001. (iii) Setembro de 2007 coincidiu com o abortar, por terem sido desmanteladas na Alemanha e na Arábia Saudita, de redes que perpetravam ataques planeados contra os EUA e seus interesses. (iv) Finalmente, Abril de 2010 coincidiu com o ataque bombista falhado, com um carro armadilhado, bem no centro de Nova Iorque. Só que esta data correspondia, na altura, a uma “previsão”, já que estes dados foram tirados da 1ª Edição portuguesa do livro “O Mistério de 2012”, de Gregg Braden, de Julho de 2009... interessante...

 

Utilizando a mesma metodologia G. Braden descreve outros eventos seminais do nosso passado que parecem vir a coincidir nesta janela de tempo 2010-2012, nomeadamente a “repetição” das condições conducentes a uma guerra global e de crise profunda no sistema financeiro internacional, com o mesmo tipo de acuidade. Outro aspecto focado, foi uma abordagem relativamente à sua vida pessoal que marcou a sua infância – a separação dos seus pais –, estes também com resultados “coerentes”.

publicado por iorio às 20:55

Espaço de partilha de conhecimentos e experiências na amálgama que funde Espiritualidade e Ciência (as duas faces da mesma moeda), religião e Nova Era, hologramas e Matrix, o Segredo e 2012. E o segredo de 2012. E mais além!
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