Chá com os Deuses

Julho 06 2010

A Evolução Espiritual esteve desde sempre interligada a todas as culturas e civilizações de que há registo – seja ele escrito, gráfico ou oral –, sendo essa evolução aqui vista na óptica da tentativa de aproximação do Homem àquilo que o transcende, resumidamente, o Espírito.

Aos nossos olhos – e aqui, há que especificar, olhos de ocidentais, abusivamente considerada a “visão oficial” da nossa civilização –, a perspectiva das tentativas, de todas essas tradições, para aceder ao "outro lado do véu" pecam por todos os vícios e defeitos (e mais algum) imputáveis a crendices, para sermos brandos... Pois a Ciência até nos deu uma visão bem diferente da realidade! A maçã cai para a terra pela lei da gravidade, etc., etc.; tudo bem catalogado, bem arrumado! Isto dito sem qualquer juízo de valor, pois julgamentos e avaliações são sempre visões parcelares do Todo, da Realidade – e por favor não confunda “não julgar”, que é ter consciência do que foi dito (julgamento e avaliações são sempre visões parcelares), aceitando a posição do outro, com “falta de coragem” ou até “cobardia”, pois a história das guerras é esta, ver só um dos lados da questão; e, lembre, temos dois olhos e uma boca... para ouvir mais e falar q.b.

 

E é desta Realidade que a Quântica – primeiro pela Física, depois por outras ciências – começou a levantar questões, sobre a separação do binómio Matéria/Espírito; de elementos “não associáveis”, tem-se constatado que são, de facto, elementos indissociáveis, como as duas faces da mesma moeda, aquilo que magos e xamãs, entre outros, desde sempre intuíram pondo-o em prática.

 

A ideia de que somos seres independentes, separados do Todo, é uma das traves mestras da maneira (que herdámos) de ver o mundo, mas já vai para um século que Carl Jung, ao estudar os estados alterados de consciência, definiu o “Inconsciente Colectivo” como uma percepção de grupo, contendo um arquivo de todo o nosso património cultural e histórico, a que todos temos acesso.

 

Paralelamente, tem-se constatado pelas notícias do último meio século e que cada vez mais facilmente nos chegam, que se tem conseguido o acesso a patamares de consciência, de que não há memória terem sido atingidos pela Humanidade [veja o post ‘Channeling’], permitindo a “vulgarização” do contacto com outras consciências, a outros níveis, – que alguns designam por “Telepatia Cósmica” – até àquela altura só ao alcance dum punhado de pessoas em todo o planeta, como se um campo mórfico de grandes proporções se tivesse desenvolvido, entretanto.

 

Ao que parece, esta 3D (ou 3ª Dimensão) 'divide-se' em sete sub-níveis – ou sete sub-dimensões, abarcando "mundos" tão "díspares", quanto o dos devas e o dos desencarnados ainda integrantes a 'Roda de Samsara', ou roda das reencarnações – não nos sendo acessíveis a maioria, se não a totalidade, no presente estado de consciência. E esta citada maior facilidade de contacto com o "outro lado do véu" não se refere aqui ao contacto com (a energia d)os seres desencarnados que, por exemplo, (sabemos agora) por falta de consciência, uns, ou por compromisso de ajuda (os casos do Dr. Sousa Martins e do padre Cruz), outros, se têm mantido “contactáveis”.

 

Muita da informação, ao nível das canalizações de seres, como se disse, “acima de qualquer suspeita” mostra-se coerente, independentemente da sua origem geográfica, o que lhe dá credibilidade, já que as tentativas de charlatanismo acabam, mais cedo ou mais tarde, por se desmascarar. E aos citados patamares de consciência poderemos definir por outras dimensões, para lá da nossa 3D (3ª dimensão).

 

Intrinsecamente associado a esta 3D está o conceito (e a vivência) da Dualidade, que se impôs como um paradigma aqui na Terra, que é a base de sustentação do Ego e que nos mantém na “ilusão da separação” – como vimos atrás, noutros posts, a própria Quântica está a mostrar-nos que 'Somos Todos Um', que de facto estamos todos interligados em vários níveis de consciência e energéticos.

«Em todo o momento esta ilusão é reflectida de volta para nós na forma de vários pares de opostos que também parecem estar separados um do outro, tal como o Yin e Yang, o bem e o mal, certo e errado, amigo e adversário, luz e trevas, vítima e agressor, etc.. No entanto, a cada momento que investimos em nós esta ilusão de dualidade, ao escolher um destes opostos sobre o outro, servimos para reforçar e, assim, perpetuar o mundo de separação em que nascemos. E enquanto continuarmos a alimentar esta existência dualista nunca seremos capazes de transcender. Pois neste mundo de dualidade, a verdade de que “Energia Segue o Pensamento” assegura que ‘bondade’ e ‘maldade’ se mantenham vivos um ao outro. Isto acontece porque CADA VEZ QUE ESCOLHEMOS UM LADO NUMA QUESTÃO, UM ASPECTO É REFORÇADO PELA NOSSA ATRACÇÃO POR ELE, ENQUANTO O OUTRO É FORTALECIDO PELA NOSSA AVERSÃO. Por isso AO ESCOLHER UM DOS LADOS, QUE NUMA PERCEPÇÃO NÃO ILUMINADA PODE PARECER QUE APENAS FORTALECE UM ASPECTO DUMA QUESTÃO, DE FACTO, FORTALECE AMBAS [Ou seja, energeticamente, quando damos a nossa energia ao bem, porque 'gostamos', estamos a dá-la ao mal, porque 'não gostamos'...].

E assim, poderemos ver o verdadeiro e predominante perigo no crescente movimento espiritual de hoje e nas tradições religiosas onde muitas pessoas bem-intencionadas estão focadas em fazer o “bem” no mundo e a oferecer os seus serviços a outros. No entanto, ao fazê-lo, muitos estão a invocar o sentido dos egos de fazer o “bem” e, simultaneamente, perceber que outros estão a fazer o “mal”, servindo de combustível par a ilusão dualista e indirectamente despertar o mal.

Por isto o Buda ensina aos seus discípulos a caminharem no Caminho do Meio entre todos os pares de opostos, e o porquê do iniciado Paulo escrever, no Novo Testamento, “Cada vez que tento fazer bem, acabo por fazer mal”.

O Serviço aos outros pode ser uma armadilha dualista para mentes humanas limitadas. É uma das armadilhas mais difíceis de reconhecer porque parece tão sensatamente amorosa e altruísta.

Contudo, a Divindade não serve os outros na maneira muito pessoal que a Humanidade pensa; a Divindade, assim que contactada, irradia em todas as direcções, abençoando Todos de modo idêntico, pois Todos Somos Um.

E aqui pode-se perceber que o verdadeiro e eficaz serviço espiritual é a manifestação natural de Amor e Sabedoria do coração e mente divina alinhados. Não é algo que pode ser planeado ou conseguido pela Vontade Pessoal, mas antes um Estado de Graça onde Tudo tem um propósito e um espaço pelo qual nos podemos sentir agradecidos e amados.» (in "Awakening as One - Revelations", http://dotsub.com/view/4c3bc9bc-3f86-4bec-90b2-7a720c61c2f5#.TmaWesZ21to.facebook )

Mas que mensagens chegam até nós? Em que diferem elas relativamente às mensagens veiculadas por um qualquer grupo de pessoas unidas segundo um conjunto de ‘verdades’ e/ou dogmas – grupos esses a que definimos usualmente por Igrejas (lembramos, sem qualquer juízo de valor)?

 

Estas perguntas reportam-nos para o tema deste post, para a Evolução Espiritual. As mensagens, por mais diversos que sejam os temas abordados, têm subjacentes princípios universais que também podem ser encontrados nas religiões de todos os tempos, desde a hindu à budista, da muçulmana à da tradição judaico-cristã, para falarmos das que agregam a grande maioria da Humanidade nesta linha de espaço-tempo; o “Não Matarás!”, o “Respeitar o próximo, como a nós mesmos”, etc.

 

Há, no entanto, outros princípios já não tão gerais na cultura da nossa civilização. Dos muitos enunciáveis – uma lista extensa de mais, a que poderá ter acesso (de uma forma já muito abundante) em qualquer escaparate de livraria e a que este blog tentará dar uma “mãozinha” –, estão, por exemplo, a consciência:

  • de que existe um mundo espiritual paralelo ao nosso;
  • de que “somos deuses” - claro que com o conhecimento das, muitas, limitações por estarmos encarnados na 3D - já que cada átomo que constitui a nossa realidade holográfica tem a informação de todo o Universo, ele mesmo, O Holograma; ou como soe dizer-se, “somos Todos Um!”;
  • de que o Espírito é Eterno e Livre.

No caso específico da Terra, o Espírito passa pela transcendência da chamada Roda de Samsara, propondo-se o Espírito passar por várias “lições”, nas sucessivas encarnações, num processo de “aprendizagem” contínuo e de enriquecimento, tendo essas lições a ver, na sua maioria, com a confrontação e resolução dos traumas arquetípicos – de vários níveis, sendo que há cinco fundamentais (abandono, maus-tratos, traição, negação e rejeição) – que algumas culturas designam como carmas.

 

Todavia, este poderá ser um dos equívocos a que muitos que tentam descobrir esta nova realidade, este novo mundo (quase) completamente estranho, que é o "outro lado do véu", estão presos, já que parte significativa da informação recebida e divulgada não provém efectivamente de seres de outras dimensões, mas de seres tão presos quanto nós neste Sistema Energético Terra/Humanidade, situados numa das referidas sete sub-dimensões, que permanecem numa consciência de Dualidade, defendendo, como Desidério último, o triunfo do bem sobre o mal, o que, tratando-se de valores da Dualidade – dos quais o Espírito está Livre – não permitirá, nunca a Libertação, a transcendência desta realidade 3D, por muito "boazinha" que ela se transforme.

Na Terra, com um ciclo que agora acaba – estando nós nos chamados 'Tempos Finais', a que foi associado o solestício de Inverno de 2012 (21.Dez.2012), como marco limite, mas, lembramos, que "2012" é um processo, nunca uma data – está a ser proposta à Humanidade a Ascensão – ou seja a sua elevação energética de Consciência, para novos patamares dimensionais, recordando o que foi dito no post "A Quântica II" que «O que caracteriza efectivamente este universo é a Consciência» – em conjunto com a Terra, também designada como Gaia (o Espírito da Terra).



Implícito está também o acompanhamento da evolução da Humanidade por grupos de seres de outras civilizações que por diversas razões seguem o processo evolutivo de muitas almas no Planeta Azul, como por exemplo, o acompanhamento na perspectiva de apoio (quer desinteressado, na base do amor incondicional, quer como objecto de estudo – sim, percebeu bem, ‘cobaias’), ou na perspectiva de preparação para o ‘retorno a casa’ de alguns dos seus pares (a Terra está a terminar um período de “clausura”, em que seres de muitas origens aqui foram obrigados a reencarnar, numa “aprendizagem” forçada). Perante ciclos de milhares de anos, não terá que se esforçar muito para encontrar um motivo para eles cá estarem...

 

E, nisto tudo, onde fica a Evolução Espiritual?

 

Ela passou pela sucessiva tomada de consciência de que vivemos num “Matrix”, num teatro em que as nossas almas tentam muitas vezes desempenhar papéis que definiriam o que se poderia chamar de um bom actor, pela “luta” que o papel deu a desempenhar.

 

Ela passou pela “aprendizagem”, nas sucessivas vidas, e pela bagagem que fomos adquirindo e que nos permite saber como reagir aos desafios com que nos confrontamos hoje. E muitas vezes, esses traumas arquetípicos – esses carmas – levam vidas inteiras a torturar-nos, como se tivéssemos (e não é que temos, mesmo?) um íman energético que vai atraindo para a nossa vida aquilo de que temos mais medo; lá diria o povo, na sua imensa sabedoria, “É fatal como o destino”... assim como diz “Cá se fazem, cá se pagam”, ou seja, pela Lei Universal da Causa e Efeito, tudo o que fazemos aos outros, virá bater-nos à porta e se não for nesta vida.

Mas este é também, neste aspecto, um ponto de viragem. Essa Evolução Espiritual deixa, aqui e agora, de ficar limitada pelo espartilho da Dualidade, assim o queiramos, ou melhor, assim nos Abandonemos à Luz e à Graça.

publicado por iorio às 23:25

Espaço de partilha de conhecimentos e experiências na amálgama que funde Espiritualidade e Ciência (as duas faces da mesma moeda), religião e Nova Era, hologramas e Matrix, o Segredo e 2012. E o segredo de 2012. E mais além!
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