Chá com os Deuses

Outubro 03 2010

O MUNDO IRÁ MUDAR NUM SÓ MOMENTO

A água não é simplesmente H₂O. Independentemente de quão natural ou pura, sem uma alma pura, ela não irá saber bem. Então quão limpa está a nossa alma? Depois de ter praticado desporto ou exercício, a água – mesmo a da torneira – tem um sabor delicioso e refrescante. Então o que está dentro de nós é que é o mais importante... quando bebemos água com um sentimento de gratidão a própria água é fisicamente diferente de quando a bebemos com sentimentos obscuros na nossa alma.

 

As nossas emoções e sentimentos têm um efeito no mundo, momento a momento. Se emitirmos palavras e imagens de criatividade, estamos a contribuir para a criação de um mundo bonito. Contudo, emitindo mensagens de destruição, contribuímos para a destruição do Universo. Se tivermos consciência disto, não conseguiremos mais dizer palavras de ira a quem nos circunda, ou culpar os outros pelos nossos próprios erros e fraquezas. Nós temos a capacidade de mudar o mundo num momento. Tudo o que temos de fazer é uma escolha simples. Escolhemos um mundo de Gratidão e Amor, ou um mundo torturado cheio de descontentamento e empobrecimento?

 

Segundo os ensinamentos do budismo, tudo no mundo está a mudar constantemente e, no entanto, nada, jamais, muda. Falando dos princípios da vibração, a energia da vibração tem que prosseguir sempre num contínuo movimento, o que nos ajuda a compreender que tudo o que existe neste momento dará à sua vida esperança e luz; ao alinhar-se com o hado da felicidade já não tem que estar preocupado com o passado e pode saber que o futuro pode ser qualquer coisa que você queira que seja.

 

Tradicionalmente, quem diga que a mente tem influência no mundo físico arrisca-se a ser ostracizado pela comunidade científica. Contudo a ciência progrediu até ao ponto de perceber quer o fracasso da compreensão da mente e do espírito limita a nossa compreensão do mundo à nossa volta. Mas a Mecânica Quântica, certas teorias psicológicas (como a do fluído, de que fala Jung) e a engenharia genética ensinaram-nos que há um mundo para além do que conhecemos. É um mundo no qual o próprio tempo não existe.

 

O famoso teórico quântico David Bohm chamou ao mundo apreensível pelos nossos sentidos a “ordem explícita” e à existência interna a “ordem implícita”. Ele acha que tudo o que existe na ordem explícita foi envolvido na ordem implícita e cada parte da ordem explícita inclui toda a ordem implícita; ou seja, cada parte do Universo contém a informação de todas as partes do Universo... Numa pessoa – e até numa única célula – existe toda a informação do Universo, que é o que alguns chamam de Holograma Universal.

 

E a informação do Universo inclui tempo... o facto de existirmos no ‘aqui e agora’ está incluído na informação do Universo, juntamente com a informação presente, passada e futura. Assim, a mudança do mundo inteiro num momento não é só uma fantasia. Mas pensemos por um instante neste momento. Como o podemos interpretar usando a ciência física? David Bohm explicou que um aspecto do universo interior está projectado em cada momento do tempo, criando o presente. O próximo momento também é uma projecção de um aspecto e assim por diante. Por outras palavras, em cada momento é-nos mostrado um mundo diferente. Contudo, um mundo momentâneo terá um impacto no mundo momentâneo seguinte e assim parece-nos um mundo contínuo.

 

Com base nesta teoria, o mundo está a mudar em cada momento e a ser criado de novo e a nossa mente tem um papel a desempenhar nesta criação do mundo. Se tivermos consciência disto, a nossa vida nunca mais será a mesma.

 

Masaru Emoto desenvolveu um dispositivo para medir as vibrações que ele utiliza muito para quantificar os elementos dissolvidos na água. Uma tarde, numa das suas medições diárias, verificou que as vibrações da água canalizada em Tóquio apresentavam um aumento abrupto nas vibrações produzidas pelo mercúrio, chumbo, alumínio e outras substâncias nocivas ao corpo humano. Só no dia seguinte fez a relação: por essa altura tinha-se dado início à invasão do Iraque, na 1ª Guerra do Golfo. As vibrações nocivas lançadas num lado da Terra chegaram imediatamente aos lugares mais remotos. Estas vibrações espalharam-se para lá dos limites do espaço e do tempo. Ele suspeita que as vibrações existam não no nosso mundo tridimensional, mas num mundo intermédio. Quando alguma coisa acontece na Terra, seja em que dimensão do mundo for, a água é a primeira a detectá-lo e a transmitir-nos esta nova informação.

 

E dá-nos um exemplo no qual as vibrações tiveram um impacto imediato no mundo físico: o poder da oração usado para purificar a água. Em Fujiwara Dam, no Japão central, pediu a um sacerdote xintoísta para repetir um ritual de encantamento – o poder do encantamento, afirmava o sacerdote, vem do ‘espírito das palavras’ para purificar as águas do lago – tendo permanecido junto à margem do lago orando durante cerca de uma hora. No final, alguém do seu grupo o chamou: «Isto é incrível! A água está a tornar-se mais limpa mesmo à frente dos nossos olhos», exclamou, e puderam ver a água tornar-se cada vez mais transparente enquanto olhavam.

 

Seguidamente, fotografaram os cristais. Os da água antes do encantamento estavam deformados e pareciam a cara de alguém cheio de dor. Mas os cristais da água tirada após a repetição eram completos e graciosos. Sem dúvida que as vibrações da oração são transmitidas imediatamente aos objectos próximos, afectando a água que está perto. Isto é um fenómeno físico que não pode ser explicado, a menos que aceitemos o facto de que existe outro mundo dentro daquele a que chamamos o nosso próprio mundo.

 

Alguns dias após esta experiência a imprensa relatou que o corpo de uma mulher tinha sido encontrado no lago, facto que trouxe à memória os cristais da água antes da oração do sacerdote – deformados e que pareciam a cara de alguém cheio de dor.

 

Há outro mundo para além daquele em que vivemos e, quando olhamos para o nosso mundo a partir dele, conseguimos ver coisas que agora não vemos.

 

Rupert Sheldrake, professor de Bioquímica e Biologia da Univ. de Cambridge, é um investigador que se concentrou em promover o entendimento dessa nova visão do mundo. A sua teoria, exposta num livro que escreveu há mais de vinte anos, foi rejeitada pela revista ‘Nature’ defendendo que o seu livro deveria ser queimado... mas as investigações no âmbito da sua teoria continuam. O que chamou tanto a atenção?

 

Diz-se, frequentemente, que não há duas sem três. Talvez se ache estranho que os acidentes e os crimes tendam a acontecer em série. Olhando para a História e para as tendências sociais, pode ver-se que durante longos períodos de tempo, os acontecimentos, geralmente, repetiram-se.

 

Segundo a sua teoria, quando a mesma coisa se repete, forma-se um ‘campo mórfico’ e a ressonância aumenta a probabilidade de o acontecimento se repetir. Um campo mórfico não é informação com base em energia, é mais como o projecto de construção de uma casa.

Podemos ver isto como um exemplo da teoria da ressonância. O Dr. Sheldrake sugeriu que os acontecimentos também são capazes de ressoar da mesma forma que o som. Ele refere-se ao local onde esses acontecimentos ocorrem como o campo mórfico e aos fenómenos de acontecimentos semelhantes repetidos como ressonância mórfica.

 

Durante os debates típicos sobre tais mistérios, a conversa volta-se frequentemente para os cristais de glicerina. Cerca dos primeiros quarenta anos após a glicerina ter sido descoberta, era aceite que esta não formava cristais. Depois, um dia, no início do séc. XIX, numa caixa começou subitamente a cristalizar. Esta ocorrência espalhou-se e é agora aceite que a glicerina forma cristais abaixo dos 17º C.

 

Que conclusão devemos tirar daqui? Quando os cristais se formaram pela primeira vez (qualquer que tenha sido a razão), foi criado um campo mórfico e toda a glicerina acabou por começar a formar cristais, de acordo com o campo mórfico. Este tipo de fenómeno ocorreu também com muitas outras substâncias. Apesar de toda a casualidade do mundo, quando uma substância forma pela primeira vez um cristal, torna-se comum a mesma formá-los frequentemente a partir desse momento.

 

Outras experiências levaram a concluir que quando alguém toma consciência de alguma coisa, as outras pessoas também têm tendência para dela tomarem consciência.

 

Segundo o Dr. Sheldrake, o ADN não é a única razão pela qual as pessoas da mesma família partilham características semelhantes: a ressonância mórfica também desempenha aí um papel. A sua teoria também nos ajuda a compreender as chamadas coincidências (também chamadas ‘sincronicidades’) e os fenómenos da consciência de grupo (memória colectiva) e de padrões arquetípicos.

 

O importante acerca desta teoria é que quando a ressonância mórfica se espalha, estende-se a todo o espaço e a todo o tempo, ou seja, se se forma um campo mórfico, este terá um impacto instantâneo em todos os locais, resultando uma mudança instantânea a nível mundial.

 

A pesquisa sobre os cristais de água encetada por Masaru Emoto também seguiu o mesmo “padrão” dos campos mórficos. No início, quando tentava tirar fotografias de cristais, não conseguiu nenhum resultado durante os primeiros dois meses; mas, conseguida a primeira fotografia, outros investigadores começaram a consegui-lo. Talvez isto também tenha sido o resultado da ressonância mórfica.

 

O Dr. Sheldrake enviou a Masaru Emoto esta mensagem: «A nossa vida torna-se possível pelo movimento de uma energia invisível. Por conseguinte, espero que estejamos sempre conscientes disso e que prestemos atenção àqueles e às coisas que estão à nossa volta. Isto é algo muito importante. É que o acto de olhar para alguma coisa tem um efeito sobre essa coisa. Todos parecem saber isto mas não o põem em prática. O mesmo se passa em casa onde os pais têm que prestar atenção aos seus filhos». Centrar a sua atenção, seja no que for, serve como uma expressão de amor. O Dr. Sheldrake está na linha da frente deste estudo do impacto da mente nos objectos.

 

Todos recebemos de Deus o poder da criação. Cada um de nós tem uma capacidade mágica para mudar o mundo, se a usarmos ao máximo, seremos capazes de o muar num só momento. Você – sim você – tem a capacidade de mudar o mundo!

 

Tudo no mundo está interligado. Seja o que for que estiver a fazer agora, isso está a ser feito por outras pessoas na mesma altura. Então que tipo de campo mórfico devíamos estar interessados em criar? Estamos a criar campos de dor e de depravação ou estamos a estamos a criar um mundo cheio de amor e gratidão?

 

Sempre que se sentar à frente de água e emitir mensagens de amor e gratidão, algures no globo, alguém está a ficar cheio de amor e gratidão. Você não tem que ir a sítio nenhum. A água mesmo à sua frente está ligada a toda a água do mundo. Aquela para a qual está a olhar irá ressoar com a que está em todo o lado e a sua mensagem de amor irá atingir a alma de toda a gente.

 

Podemos cobrir o mundo de amor e gratidão. Isto irá tornar-se num campo mórfico glorioso que poderá mudá-lo. Não se trata de tempo e espaço: agora e aqui são possíveis coisas espantosas e maravilhosas.

publicado por iorio às 23:43

Espaço de partilha de conhecimentos e experiências na amálgama que funde Espiritualidade e Ciência (as duas faces da mesma moeda), religião e Nova Era, hologramas e Matrix, o Segredo e 2012. E o segredo de 2012. E mais além!
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